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Sua mochila está vazia!

Comportamento poupador

Postado por Esther Santana em 21/10/2020 e atualizado pela última vez em 27/10/2020

Quando o hábito de poupar pode se tornar um comportamento excessivo


Um comportamento poupador não deveria ser uma coisa negativa, afinal de contas, uma das coisas mais importantes para as pessoas que buscam ter uma boa educação financeira e um orçamento controlado é saber quando poupar.  Mas e quando sua capacidade financeira vai além de guardar dinheiro para situações emergenciais e investimentos futuros, e passa a ser compulsiva? Será que esse hábito pode se tornar algo prejudicial? É isso que você vai descobrir neste artigo.


caixa com cadeado e moedas

O hábito de economizar dinheiro de forma exagerada pode se transformar em um transtorno obsessivo compulsivo. (Imagem: Pikist)


Existe um jeito certo e um jeito errado de economizar?


A resposta para essa pergunta é sim! Da mesma forma que o consumo de forma compulsiva pode ser muito ruim, poupar de forma compulsiva também pode ser extremamente perigoso, na verdade, qualquer comportamento exagerado causa danos. É preciso haver equilíbrio. O comportamento gastador é péssimo, mas um comportamento poupador também não é tão bom assim, caso você não consiga controlá-lo.


Você pode aprender a guardar dinheiro, mas também usá-lo para fazer um investimento, comprar um automóvel, garantir uma boa qualidade de vida. Saber quando, como e onde usar o dinheiro é a chave para manter uma vida financeira saudável.  Para descobrir que tipo de perfil você tem, o que acha de fazer uma análise minuciosa em cima de suas finanças? Mais ainda, sobre o seu comportamento? Alguém do seu círculo próximo de amizades ou de sua família já te chamou de “pão duro” ou “mão de vaca” alguma vez? Você foge da mesa na hora de pagar a conta? Sempre fica “pechinchando” na feira, mesmo que o vendedor tenha lhe dito repetidas vezes que não dá para fazer desconto? Prefere preço baixo à qualidade do produto? Está na hora de ligar o sinal de alerta.


Nem todos os exemplos citados acima são ruins, exceto por fugir na hora de pagar a conta. Mas quando economizar em tudo acaba se tornando seu foco principal, e não quais benefícios essa poupança pode te trazer futuramente, é preciso se preocupar. Muitas vezes, quando as pessoas buscam alternativas que possam ajudá-las em como reduzir despesas, acabam se deparando com dicas bem interessantes, que de fato podem ser úteis para cortar gastos. Mas de modo algum elas podem colocar em risco uma outra área da sua vida. 


Por exemplo, você está procurando um curso de inglês e se depara com várias opções. Umas são mais caras, porém os alunos recomendam pela excelente qualidade, e outras são mais baratas, mas com baixo índice de aprovação. Qual você escolhe? Em um outro caso, para economizar em comida, em vez de continuar comprando produtos de boa qualidade, resolve comprar só aqueles que estão perto do vencimento, ou que já venceram, só porque eles estão mais baratos.


Em ambos os casos você vai poupar dinheiro, mas futuramente pode ter vários problemas, como não aprender nada no curso ou ter uma infecção alimentar, tendo que gastar mais dinheiro porque não sabe falar inglês ou gastar com remédios.

A questão que deve ser pontuada aqui é a do custo x benefício. De nada vale um comportamento poupador se sua economia não trouxer retorno. Se ao invés de trocar sua geladeira antiga, você opta por poupar o dinheiro de comprar uma nova, de nada vai adiantar, pois os aparelhos velhos consomem muito mais energia, ou seja, você não está economizando, só se iludindo. 


Características de quem tem um comportamento poupador


Cada pessoa possui um perfil financeiro diferente. Quem tem um comportamento poupador, geralmente, está sempre preocupado com o futuro, as emergências, as contas, as despesas eventuais, e acaba esquecendo de viver o presente. Avaliar bem se deve fazer uma compra, se aquele é o preço ideal, se pode investir em um novo negócio é bastante prudente, mas isso se torna um problema quando te impede de tomar decisões que a longo prazo podem ser boas. O medo do que o futuro reserva pode tornar essa pessoa paralisada. O bom de quem tem um comportamento poupador é que ele sempre tem uma poupança para ajudar alguém no momento de necessidade.


Ter uma renda extra é algo muito bom, mas ela deve existir para garantir a qualidade de vida, não para que você viva de forma limitada. É importante lembrar também que o dinheiro não é a coisa mais importante do mundo, e nem sempre ele consegue resolver todos os problemas. O ideal é encontrar o ponto de equilíbrio e traçar uma estratégia para uma vida sustentável.

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