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Sua mochila está vazia!

Endividamento

Postado por Mayanna Marques em 05/10/2020 e atualizado pela última vez em 15/10/2020

Causa, riscos e soluções para reorganizar a vida financeira


Como é a sua relação com o dinheiro? O endividamento ainda é um dos principais motivos que tiram o sono de muita gente. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no mês de julho de 2020 foi registrado o percentual de 67,4% de famílias brasileiras com as contas no vermelho.


Entre tantos motivos que justifiquem o índice tão alto, destaca-se o desemprego, fator que atinge a população em todas as faixas etárias. Contudo, de acordo com nota divulga na imprensa pelo órgão, “apesar do contexto negativo em relação ao mercado de trabalho e à renda, a queda das taxas de juros e a inflação controlada em níveis historicamente baixos são fatores que podem favorecer o poder de compra dos consumidores.”


E é justamente nesse quesito que muitas pessoas acabam trilhando o caminho do desequilíbrio financeiro. Organizar o orçamento para manter seus hábitos de consumo e o padrão de vida que almejamr requer compromisso e muito planejamento. Confira a seguir as causas mais comuns de endividamento e como lidar com o problema antes que ele vire uma enorme bola neve.

Calculadora e registro de contas no papel.
Anotar os gastos pode ajudar a controlar as contas e manter o orçamento equilibrado. (Imagem: Pixabay)


Causas mais comuns de endividamento


Você sabia que para o mercado financeiro o simples fato de consumir algo e não pagar de imediato já representa uma dívida? Isso mesmo, de forma geral estamos acostumados a enxergar o endividamento apenas quando não é mais possível honrar os compromissos na data prevista. Mas a verdade é que ao optar por um pagamento futuro caímos em uma das grandes armadilhas do mercado, especialmente para quem não planeja os gastos.


Entre os clássicos exemplos estão o uso dos cartões de crédito, limite do cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, financiamento de carros e imóveis. A falta de educação financeira é uma realidade da maioria da população e o reflexo disso está na dificuldade de fazer uma boa gestão orçamentária.


As pessoas “esquecem” que além das despesas fixas, existem as despesas eventuais ou extraordinárias, não conhecem as opções de mercado e poucos entendem como lidar com juros e inflação, por exemplo. Sem contar que a maioria não possui reserva financeira, o que aumenta sua exposição à inadiplência.


Outro fator importante e que deve ser levado em consideração como uma das principais causas para o endividamento é o desemprego. Com a instabilidade econômica que o Brasil vive atualmente, as oportunidades no mercado de trabalho diminuíram. Com a redução ou perda da renda, consequentemente, surge o descontrole financeiro e um acúmulo de dívidas.


A Serasa Experience, órgão de proteção de crédito, divulgou dados do mês de julho de 2017 em que revela os principais débitos das pessoas físicas. Confira a proporção do endividamento:


  • Bancos ou cartões de crédito: 30%;
  • Contas domésticas: 17,9%;
  • Varejo: 13,7%;
  • Telefone: 11,1%;
  • Serviços: 10%;
  • Empréstimos em financeiras: 9%.


Cartões de crédito coloridos.

Dívidas com cartões de crédito lideram a inadiplência do consumidor brasileiro.

 (Imagem: https://www.sunoresearch.com.br/)


Riscos do superendividamento


Quem não mantém as contas em dias e perde o controle da situação acaba se deparando com um endividamento excessivo. Muito mais do que ter o nome registrado no cadastro do Serasa ou Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), entre as consequências dessa bola de neve é possível citar o aumento considerável de juros e multas que podem impactar ainda mais o orçamento.


Há casos em que há necessidade de renogociar a dívida ou até recorrer a um empréstimo com familiares ou amigos, ou quando possível optar por um financiamento bancário. Nos casos dos cheques emitidos sem créditos suficientes na conta corrente, o nome do usuário vai para o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), e ainda há circunstâncias em que o consumidor pode sofrer a perda de bens e patrimônios.


Dicas e estratégias para reorganizar o orçamento


Apesar de algumas situações ficarem bem complicadas, a boa notícia é que há alternativas que podem sim ajudar um inadiplente a se livrar das dívidas e reoganizar sua vida financeira. É verdade que esta não será uma missão tão fácil, pois vai exigir do consumidor determinação e mudanças de comportamento. Entre as dicas e estratégicas que podem ajudá-lo a limpar o nome no mercado e respirar aliviado, estão:


Identificar o valor total das suas dívidas: o primeiro passo para se livrar do endividamento é saber de fato como está sua vida financeira. É importante calcular todos os débitos acumulados e quanto esse valor compromete a sua renda mensal. A sugestão é organizar as dívidas por ordem cronológica de inadiplência e as que possuem maiores taxas de juros. Estas devem ter prioridades de pagamento e geralmente contemplam as contas relacionadas aos cartões de crédito e cheque especial.


Redução dos gastos: é óbvio que para conter um endividamento é necessário reduzir despesas. Mas você sabe como fazê-lo? A palavra de ordem é priorizar o que é necessário (como pagar as contas principais do mês: alimentação, vestuário, saúde, moradia, etc) e evitar gastos com supérfluos. Compras por impulso e produtos relacionados aos desejos momentânos terão que ficar para depois. Contemplam esse item as idas aos restaurantes, compras de roupas de marca e até a TV a cabo, por exemplo.


Planejamento financeiro: adote o hábito de anotar todos os seus gastos e tente ao máximo reduzi-lo dando a importância mencionada no tópico anterior. Se a ideia é sair do endividamento, evite novas dívidas para não entrar no ciclo vicioso de débitos. Se já tiver “enrolado” com algum empréstimo, por exemplo, uma boa opção é pensar em uma renegociação da dívida e novos prazos para pagamento, além de taxas de juros menores.

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