Ferramenta que integra um plano financeiro
O orçamento, seja ele pessoal, familiar ou empresarial, é um tipo de método que possibilita uma avaliação ou cálculo de tudo que é gasto ou arrecadado em determinada atividade.
Como é baseado na estimativa de entrada e saída de dinheiro ao longo de certo período, é caracterizado por duas definições: receita – valor que pode ser utilizado, disponível – e despesa, que refere-se à quantia a ser gasta para manutenção ou conclusão de algo.
Graças a esta ferramenta que pessoas, empresas e instuições públicas podem ter maior controle finaceiro e, consequentemente, organizar as suas prioridades e desenvolver os projetos que visam alcançar metas.
Existem alguns tipos de orçamentos, que vão desde o âmbito privado, a exemplo da reforma de uma casa, até os valores direcionados para obras e serviços públicos. Conheça a seguir um pouco de cada um deles:
Orçamento pessoal e doméstico
O orçamento pessoal, como o nome jé sugere, trata-se das finanças de um único indivíduo. É a quantia que se estima necessária para suprir as despesas com cartão de crédito, financiamento de casa ou carro, mensalidade da faculdade, entre outras demandas, por exemplo.
Para isso, a pessoa precisa conhecer bem as suas receitas fixas (salários, bolsas auxílio, pensões, aposentadorias, etc.) e as variáveis ( gorjetas, recebimento de horas extras, comissões, gratificações) e assim gerir os seus gastos mensais de acordo com essas rendas.
Já o orçamento doméstico tem a finalidade de manter em equilíbrio as contas na vida familiar. Geralmente é um tarefa mais difícil, pois nem sempre todos que moram em uma casa possuem renda, a exemplo dos filhos.
Por esse motivo, o primeiro passo é ensiná-los a economizar desde cedo, tornando-os também conscientes sobre os próprios gastos. Outra dica importante é saber onde a renda daqueles que trabalham é empregada, para a realização de planejamentos financeiros em médio e longo prazos.
O orçamento é últil para avaliação de lucros, custos ou aquisições em determinado período de tempo. (Imagem: Pixabay)
Orçamento público
O orçamento público utiliza o dinheiro arrecadado pelos governos, seja através de impostos indiretos – aqueles que já são inclusos nos preços de mercadorias e serviços – ou diretos, a exemplo do imposto de renda e IPTU, para atender as necessidades prioritárias da população, como educação, saúde, segurança, cultura, etc.
No Brasil, a cada 4 anos, prefeitos, governadores e o presidente da República precisam elaborar uma proposta orçamentária a médio prazo, deixando claro como os recursos serão gastos e com quais finalidades, e enviá-la para aprovação nos respectivos órgãos legislativos.
Esse processo também acontece anualmente, através da elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA), que definem as metas, prioridades e gastos do governo a curto prazo.
Além desses modelos, o planejamento para aplicação dos recursos públicos pode ser feito com interveção direta dos cidadãos. O chamado orçamento participativo, normalmente realizado na esfera municipal, permite a votação em fóruns e audiências públicas de obras a serem anexadas ao orçamento.
Orçamento empresarial
No contexto empresarial, o orçamento detalha todas as despesas, ganhos e investimentos de um negócio em determinado ciclo – normalmente de 1 a 3 anos. Baseia-se na análise da situação financeira interna e das perspectivas de mercado, para auxiliar a empresa no conhecimento dos seus gastos e, com isso, adoção de estratégias para corrigir erros e evitar possíveis crises.
No geral, esse tipo de documento é produzido nos últimos meses do ano, quando pretende-se mensurar as metas e objetivos para o próximo período. Mas, para isso, a organização precisa acompanhar os resultados ao decorrer do ano e compará-los com as projeções anteriores. Dessa forma, é possível realizar ajustes antes da versão final ser aprovada.
Para que os planos deem certos, muitas empresas também montam cenários orçamentários – espécies de simulados das situações ou mudanças (internas e externas) que podem impactar diretamente no seu andamento financeiro, como, por exemplo, aumento de salários e alterações nos preços de materiais.
Como fazer um orçamento?
Como vimos, os orçamentos fazem parte da educação financeira de vários segmentos e contêm as informações necessárias para o pleno funcionamento tanto de um negócio, como da conjuntura familiar. A seguir, separamos algumas dicas que podem ajudá-lo a construir um orçamento para sua casa ou empresa. Confira:
- Realize o diagnóstico da situação: estude as finanças, anote todas as suas despesas fixas e variáveis, e as receitas (ganhos).
- Estabeleça metas: de acordo com os recursos disponíveis, após o pagamento de todas as despesas fixas, defina o quanto pode economizar em um mês para futuramente investir em outras coisas.
- Elabore regras: adote medidas que podem contribuir com o corte de gastos, como economia no consumo de água, energia elétrica, etc.
- Planeje com antecedência: faça sempre uma estimativa das receitas e despesas para poder conseguir uma sobra no dinheiro e usá-lo nos períodos de maior gasto.
