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Sua mochila está vazia!

Orçamento Doméstico

Postado por Esther Santana em 14/10/2020

Controlando as finanças da casa


O orçamento doméstico pode ser definido como um planejamento utilizado para manter as finanças da casa em dia. De um modo geral, a ferramenta trata-se de um registro de todas as receitas da família, ou seja, todos os recursos que entram (ganhos) e saem (gastos). Também conhecido como orçamento familiar, esse recurso permite que as pessoas mantenham uma vida financeira organizada, com redução de gastos e muita economia. 


Como fazer um orçamento doméstico?


Programar o orçamento doméstico não é tão complicado como parece, mas é preciso ter muita atenção ou o planejamento pode dar errado. Geralmente, as pessoas fazem uma planilha onde constam as informações sobre as receitas e gastos fixos, e esquecem de inserir os valores das despesas que são variáveis, como o dinheiro que é gasto com roupas, uma saída para o shopping, cinema, salão de beleza e tantos outros. Então, para que o orçamento da família não fique no vermelho no final do mês é preciso considerar todos os gastos. 


  • Reúna todas as despesas (fixas e variáveis)


A primeira coisa que você precisa fazer é juntar todas as informações que dizem respeito às dívidas, por exemplo: conta de água, luz, aluguel, parcela de carro, internet, TV por assinatura, telefone móvel, mensalidade da escola, gás, cartão de crédito. Lembre-se também de inserir as despesas variáveis. É claro que esse valor pode mudar, até porque como o próprio nome sugere, ele é variável. Mas o que pode ser feito é estipular um teto de gasto nas despesas variáveis, para que você tenha o controle do quanto pode ser gasto com isso. Lembre-se: seu dinheiro é limitado!


Essa informação também pode ser importante para quem quer fazer economia para quitar as dívidas. Por exemplo, se ao fazer um orçamento doméstico as contas não fecharem, você pode decidir onde poupar. Dá para escolher entre gastar indo ao cinema ou assistir um bom filme no sofá da sala, entre ir ao barzinho ou fazer um happy hour na varanda e receber os amigos em casa, dar banho no cachorro ao invés de levá-lo ao pet shop, as opções são muitas e assim você gasta menos e sobra mais. 


papel caneta e calculadora

Planejar o orçamento doméstico também 

faz parte da educação financeira. (Imagem: Pxhere)


  • Saiba quanto se pode gastar


Depois de anotar todas as despesas com dívidas e outros compromissos, é hora de saber quanto de dinheiro ainda sobra. É importante lembrar que para programar o que vai ser feito com a parcela de “dinheiro livre” é preciso honrar com todas as obrigações. Isto porque, o acúmulo de despesas pode resultar em mais gastos com juros e multa, o que pode resultar em bloqueio de contas, restrições no CPF e isso vira uma grande bola de neve. Portanto, só programe o que será feito com o saldo quanto tudo estiver quitado. 


Considerando o que restou, reserve uma parte para possíveis emergências: consertos na casa, no carro, problemas de saúde, essas coisas podem acontecer a qualquer momento, então sempre pense em guardar uma quantia para essas ocasiões. Se após pagar as contas, além de separar um dinheiro para um fundo de emergência e não sobrar mais nada, esse pode ser um sinal de que você ainda deve reduzir alguns gastos. 

  • Redução de gastos


Essa provavelmente é a parte mais difícil de lidar ao organizar o orçamento. Reduzir alguns gastos pode significar ter que abrir mão de algumas comodidades, a maioria delas são supérfluas, como uma ida ao salão de beleza, ao estádio ou a praia, mas essas distrações fazem muita diferença no dia a dia. Mas quem busca economizar e até mesmo fazer uma poupança precisa ser persistente, organizado e ter disciplina.

Para pensar em economia é preciso voltar um pouco no primeiro tópico, em que falamos sobre as despesas fixas e variáveis. Não dá para poupar dinheiro deixando de pagar a casa, o carro ou a conta de luz. Porque, além de ter que gastar mais no próximo mês por conta dos juros e das multas, você pode perder o carro, ficar sem energia ou pior, correr o risco de ficar sem ter onde morar. 


Quem quer economizar deve cortar os gastos com as despesas variáveis. Por exemplo, se você gosta de jantar fora ao menos uma vez na semana ou pedir comida por aplicativo sempre, experimente diminuir a frequência dessas saídas e também fazer suas próprias refeições. 


Se você conseguir executar seu planejamento direitinho, vai ver que ao final do mês sobrará dinheiro, e isso pode incentivar a manter esse hábito para futuramente realizar alguns sonhos, como comprar uma casa, trocar de carro, fazer uma viagem. Além disso, as situações emergenciais nunca serão um problema porque já existe uma poupança que pode ser utilizada.

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