Conheça sua definição e principais tipos
A receita variável é aquela cujo o valor ou presença no orçamento não é constante. Ou seja, depende diretamente de fatores extras, como ajuda eventual de um parente ou realização de serviços. Esse é o tipo de renda mais comum entre pessoas que trabalham de forma autônoma ou em atividades nas quais a remuneração alterna de acordo com a quantidade de vendas no mês.
Para além desse contexto, no ramo de investimentos financeiros, a receita variável é definida como toda aplicação que possui retornos não previsíveis. Isso quer dizer que ao investir nesta modalidade, você não terá a garantia do quanto seu dinheiro poderá render a longo prazo. Em contrapartida, por ser uma escolha de risco, proporciona maior rentabilidade em curto espaço de tempo.
O que é receita variável no mercado financeiro?
Em poucas palavras, os investimentos de receita variável são o lado oposto dos de receita fixa. Como envolve alguns riscos, a exemplo de instabilidade econômica e mudanças no mercado finaceiro, o seu retorno é imprevisível. Quando uma pessoa decide colocar dinheiro em produtos de renda variável, por exemplo, ela não poderá saber antecipadamente quais serão os seus lucros. Isto é, se vai ganhar, perder dinheiro ou permanecer em estabilidade. Ao contário do que acontece com os títulos de receita fixa, existe a possibilidade de grande retorno de um dia para outro, mas também perda em questão de horas.
Em virtude dos altos riscos, os investidores em receita variável costumam ter um perfil menos conservador e preferem os investimentos chamados de “mais agressivos”. O principal atrativo, para eles, são as altas chances de retorno financeiro. Além disso, outras vantagens das operações com renda variável, são: facilidade de investimentos em diversos produtos ou segmentos, compra ou venda de ativos de forma totalmente online, intermediações por instituições confiáveis, como corretoras de valores, e recebimento de proventos – benefícios dados pelas empresas aos seus acionistas.
Por outro lado, a grande desvantagem dessa vertente de aplicação é a falta de garantias. O investidor não tem conhecimento de quanto irá lucrar com juros ou até mesmo como eles são calculados. Como a rentabilidade é desconhecida desde o início, a probabilidade de ter prejuízos ou ganhos é praticamente a mesma.

Os investimentos em receita variável são para aqueles que estão dispostos a assumir riscos. (Imagem: Pixabay)
Exemplos de receita variável
O primeiro passo para aqueles que desejam investir em renda variável é a abertura de uma conta, mediada por corretoras de valores ou bancos. A partir desse momento, também faz-se a escolha do tipo de aplicação, que pode ser direta – o investidor tem autonomia nas decisões – ou através de fundos de investimentos. Neste caso, o gerenciador que pesquisa e esclarece as melhores opções.
Existem algumas alternativas no mercado para quem escolhe a aplicação direta. Conheça as mais comuns:
Ações
Adquiridas na bolsa de valores, são os investimentos mais conhecidos na vertente de receita variável. Ao comprá-las, a pessoa se torna sócia de companhias de capital aberto e, com isso, recebe seus lucros. Como as ações são as menores partes fornecidas pelas empresas, o investidor pode ganhar com a distribuição de dividendos – parcelas de lucros que as instituições repassam aos acionistas. Estima-se que pelo menos 25% dos rendimentos devem ser destinados a esse tipo de pagamento.
Além dessa forma, através da valorização das ações. À medida que os resultados das empresas são positivos ou negativos, e o mercado tem movimentações, os preços das ações também são afetados. Quem compra por valores baixos e depois consegue vender com preços mais alto, por exemplo, tem lucratividade.
Mesmo quando a empresa é consolidada e apresenta constante desenvolvimento na geração de caixa, o investimento deve ser a longo prazo. Caso contrário, devido às oscilações nos preços, tudo pode acontecer, principalmente os prejuízos. Muitas pessoas recorrem às operações que oferecem lucros em menos tempo, a exemplo do day trade – estratégia que dura somente 1 dia – mas os riscos são elevados e pouco recomendados.
Fundos imobiliários (FIIs)
Os fundos de investimento imobiliário reúnem os interessados em diversos negócios imobiliários. O dinheiro geralmente é utilizado na construção ou compra de imóveis, que depois podem ser alugados ou vendidos. Os ganhos são compartilhados entre os integrantes, conforme os valores aplicados.
Apesar da semelhança com os investimentos de receita fixa, por causa da distribuição dos lucros mensais, os fundos imobiliários são aplicações de receita variável. Ou seja, são negociados na bolsa e os valores alternam segundo a demanda ou oferta do mercado. Dessa forma, o investidor não pode saber de antemão se os seus redimentos serão mantidos ou sofrerão oscilações ao longo do tempo.
Derivativos
Os derivativos são aplicações com prazos estipulados e que possuem preços decorrentes de outros ativos, que podem ser físicos, como ouro e commodities, ou financeiros – a exemplo de ações, câmbios, taxas de juros.
O contrato de derivativos sempre acontece entre dois lados. Com esse esquema, uma das partes – que podem ser de produtores ou compradores – pode vender um ativo de acordo com um valor especulativo, enquanto a outra realiza a compra visando a possibilidade de lucro. Por ser um transação com certa complexidade, não é indicada para investidores iniciantes.