Deus grego da natureza, da fecundidade e da alegria
O Deus Dionísio era conhecido como o deus da libido e influenciava diretamente na fertilidade. É um dos mais importantes deuses da religião e mitologia grega. Conhecido como Baco na história romana, deu origem ao nome de uma festa chamada Bacanal. Essa celebração era proibida por conta do consumo excessivo de álcool, orgias e situações desagradáveis.

Dionísio foi o último deus admitido no Olimpo. (Foto: Wikipédia)
Na antiga religião grega, Dionísio é considerado o deus dos ciclos vitais, festas, atividades relacionadas ao prazer material, insanidade, ritos religiosos, teatro e do vinho – pois tinha conhecimento no preparo e, principalmente, intoxicação. Além disso, tinha o poder de criar outras drogas poderosas.
O deus foi o último a ser aceito no Olimpo e também o único filho de um simples mortal. Essa particularidade o fez ser uma divindade atípica e diferenciada. Ele era filho da princesa de Tebas Sêmele – filha de Cadmo, um lendário herói grego – e do supremo Zeus.
Dionísio era o guardião daqueles que não se sentiam parte da sociedade convencional. Por causa disso, representava tudo aquilo que era inesperado, caótico, perigoso e fora da própria razão humana.
Família do deus Dionísio
A mãe de Dionísio morreu ao dar à luz. Ela caiu em uma terrível armadilha da deusa Hera – a legítima e ciumenta esposa de Zeus. Sêmele assustou-se ao vê-lo numa carruagem de trovões e raios sob a forma humana. Por causa do esplendor do amado, explodiu em pedaços junto com o filho.
Zeus conseguiu salvar o filho, que tinha apenas seis meses de vida. Ele o retirou do ventre materno, arrancou o coração, costurou e o gerou em sua própria coxa, onde permaneceu até o nascimento. Pelo motivo da explosão, dizem que Dionísio nasceu duas vezes.
A deusa Hera sempre perseguiu Dionísio. Por isso, e com autorização do pai, foi criado pela tia Ino e seu marido Athamas, com a ajuda das ninfas. Foi nessa ocasião que o semideus aprendeu a arte de fazer vinho.
Como Hera nunca superou a traição do marido, nem o fato de ter nascido um bastardo, planejou vingança. Ela fez com que Athamas ficasse louco e tirasse a vida de seu próprio filho Learco. Ino quando viu um de seus filhos assassinado pelo próprio pai, matou o outro filho chamado Melicertes e jogou-se com ele no rio.
Na tentativa de salvar o filho, Zeus o entregou às ninfas que viviam em Nisa, na Ásia. Em forma de reconhecimento, as premio com o poder de transformassem em estrelas. Com isso, passaram a ser chamadas de Híades.
Mesmo com todos os esforços para proteger a vida de Dionísio, Hera conseguiu atingi-lo com toda a sua raiva, fazendo- o enlouquecer. A partir desse momento, ele vagou por todos os cantos da terra.
Dionísio foi curado da insanidade quando conheceu a deusa Cibele na cidade de Frígia. Com a mente sã, atravessou a Ásia e difundiu o conhecimento da uva. Ficou conhecido como o deus do vinho por ser pioneiro no cultivo das parreiras.
Posteriormente, casou-se com Ariadne, a filha do rei de Minos de Creta, mas ela era apaixonada por um grande herói ateniense – Teseu.
Curiosidades do deus Dionísio
• Habitava o Monte Olimpo;
• Era um dos doze deuses do Olimpo;
• Conhecia os segredos da produção de vinhos;
• Era o deus patrono do teatro e da agricultura;
• Conhecia os segredos do plantio e colheita de uvas;
• Deus guerreiro que sempre vencia seus adversários;
• Conseguia amansar e domesticar animais selvagens e ferozes;
• Era associado às festas e atividades de prazeres material e erótico.
Culto ao deus Dionísio

O Deus Dionísio era cultuado em festas com muitas peças teatrais. (Foto: Wikipédia)
Várias regiões da Grécia Antiga cultuavam Dionísio, inclusive Creta. Suas festas tinham muitas encenações teatrais e abordavam temas como os prazeres da vida, a alegria e os efeitos do vinho. Nesses eventos também aconteciam as oferendas de pássaros e coelhos.
Dentre todos os teatros da Grécia antiga, o de Dionísio era o que conseguia obter maior respeito, além de ser considerado o berço da arte cênica ocidental. Em sua homenagem, as festas que aconteciam anualmente eram regadas à danças, cantos, rituais e sacrifícios. Todas essas manifestações eram transformadas em grandes performances teatrais.
Representação do Deus Dionísio
Nas pinturas e esculturas o deus sempre é retratado como um rapaz bonito, sem barba e de cabelos longos. Também aparece com rosto alegre e com a sensação de embriaguez motivado pelo vinho. Algumas imagens geralmente o representam segurando um cacho de uva ou taça de vinho. Em outras, aparece coberto por um manto feito de pele de leão ou leopardo, quando não está nu.