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Deus Eros

Postado por Brenda Chérolet em 13/02/2019 e atualizado pela última vez em 21/07/2020

Cupido da mitologia romana e Deus do amor na mitologia grega


Deus Eros é apresentado nas mitologias grega e romana e em ambas ele é considerado o Deus do Amor. Em representações ilustrativas, esta divindade aparece com asas, arco e flecha ou, algumas vezes, com um coração flechado. Sua aparência imagética é a de um anjo. 

Não há um consenso entre a origem do Deus Eros, pois cada filósofo da época apresenta uma versão. Antes de ser apresentado como um Deus, Eros foi referenciado como um dos 12 Deuses do Olimpo. Em comum, cada ponto de vista conta a história da união de Eros com Psiquê, a Deusa da Alma.

A versão mais conhecida sobre o nascimento do Deus Eros é a de que ele é fruto da relação entre a Deusa Afrodite (Vênus) e o Deus Ares (Marte). É possível encontrar, também, quem afirme que o Deus Eros é fruto da relação entre Afrodite e Zeus. Já outra versão, porém menos conhecida, é a de que Deus Eros é resultado da união de Afrodite com Deus Hermes.

Deus Eros é retratado como uma criança astuta, mimada, de aparência bela e jovial. Na mitologia romana, ele recebe o nome de Cupido. Sua beleza era tamanha que sua esposa não podia ver o seu rosto, tampouco admirá-lo. 

Por conta do seu jeito mimado e infantil, Afrodite foi aconselhada a ter outro filho. Assim, seu filho primogênito desenvolveria mais senso de responsabilidade. Deus Eros tem seis irmãos, que são: Anteros, Deimos, Fobos, Harmonia, Himeros e Pothos



Deus Eros ou Cupido é simbolicamente retratado como um anjo com arco e flecha. (Foto: SVG Silh)


O poeta grego Hesíodo conta que Deus Eros nasceu de forma assexuada e seu pai foi o Deus Caos, que representa o vazio primitivo. Esta versão é retratada na obra Teogonia. Para Hesíodo, o Deus Eros assim como os demais Deuses são forças primordiais. Para este grego, Deus Eros simboliza a atração amorosa.

Platão traz outra versão sobre o Deus Eros. Para o filósofo, Eros não é um Deus e, sim, um intermediário entre a divindade e o homem. Nesta versão, Eros não é filho de Afrodite, mas da união nada consensual entre Poros (Recurso) e Penia (Pobreza). Conforme Platão em sua obra intitulada O banquete, Penia mendigava à porta de Poros, onde acontecia um festivo jantar para comemorar o nascimento de Afrodite. Bêbado, Poros dormiu no jardim e Penia vendo uma oportunidade deitou-se com ele. Desta noite, gerou-se o Deus Eros. 

Eros é descrito como sedutor e formoso, mas nem sua perfeição física evitou-o de ser traído. A mitologia grega conta que ele tinha a missão de unir as pessoas. Em uma de suas tarefas, acabou virando alvo da sua própria artimanha quando tentou atirar a flecha contra a Deusa da Alma, Psiquê. Em imagens, esta Deusa é desenhada com asas de borboleta.

A Deusa da Alma era uma das mais belas e tanta perfeição causava inveja em Afrodite. Por isso, a mãe de Eros pediu para que ele fizesse a Deusa da Alma apaixonar-se por um monstro. Certa noite, quando ia cumprir esta missão, Eros errou a mira da flecha e acabou atingindo a si mesmo. Como consequência, ele apaixonou-se perdidamente pela Deusa da Alma.

Psiquê despertava a inveja de outras mulheres, mas não conseguia arranjar um casamento, ao contrário das suas irmãs, que não chegavam aos pés da sua formosura mas eram comprometidas. O pai da Deusa da Alma, que já estava desconfiado de Eros, descobriu que o Deus do Amor estava apaixonado pela filha dele. Assim, obrigou-o a casar-se com Psiquê.


Imortalidade da Alma


Deus Eros é considerado imortal. As versões da sua história narram que ele casou-se com Psiquê, uma Deusa mortal, que não podia saber como ele era fisicamente. Movida pela curiosidade, Psiquê confidenciou às irmãs que queria ver, de alguma forma, o rosto de Eros. Então, foi aconselhada a observar o marido todas as noites enquanto ele dormia.

Algumas versões contam que Psiquê deixou cera quente cair sob o esposo, acordando-o, o que despertou a sua fúria. Ele sentiu-se traído pela desobediência da Deusa. Outras narrativas trazem que Psiquê decidiu matar o companheiro sob conselhos e apoio das irmãs. Nesta noite, que ela estava munida de faca e luz fraca, deixou óleo quente cair no peito de Eros, que acordou assustado. 

O Deus Eros pediu a separação da esposa. No entanto, algum tempo depois arrependeu-se e pediu a ajuda de Zeus (Júpiter) para transformar a Deusa da Alma em imortal, pois esta seria uma condição para que eles permanecessem juntos. Deus Eros e Deusa Psiquê reataram o matrimônio com a bênção de Afrodite, que aceitou a união dos dois Deuses.

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