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Deuses Egípcios

Postado por Lohana Ribeiro em 17/01/2019 e atualizado pela última vez em 21/07/2020

Divindades da mitologia egípcia


Os deuses egípcios são seres mitológicos cultuados pela antiga civilização egípcia. Na verdade não existia uma religião propriamente dita no Egito, mas as suas doutrinas baseava-se em um conjunto de crenças e rituais dedicados a seres de um panteão, ou seja, acreditavam em vários deuses, politeísta. 

Esses deuses e deusas possuem características físicas humanas, mas as vezes com partes de animais. Essas divindades eram figuras onipresentes com o poder de mudar o modo de vida do povo egípcio e até nas forças da natureza. 

No entanto, essas divindades possuíam comportamento semelhante aos dos humanos com ganância, bondade, ira, inveja e até a maternidade, igualmente ao que acontecia com os deuses gregos e romanos. 

Não é possível estabelecer a quantidade exata de deuses egípcios, mas acredita-se que sejam milhares. 


Imagem dos principais deuses egípcios. 
(Foto: publicdomainpictures)

Mumificação


Os deuses egípcios têm uma forte ligação com vida após a morte. Foram eles os responsáveis por criar o processo de mumificação, que é uma técnica utilizada para conservar o corpo humano sem vida. 

Os egípcios acreditavam que, após a morte, o "Ka" (alma) do falecido deixava o corpo, e caso fosse absolvido do julgamento de Osíris, a alma retornaria ao corpo trazendo-o a vida novamente. 

Por isso, a cultura do Egito antigo tinha o hábito de preservar os corpos dos mortos em um lugar seguro.

Enéade


A palavra enéade tem origem grega e em egípcio utiliza-se como Pesedje. Os principais deuses egípcios estavam diretamente ligados ao Enéade, que segundo a mitologia egípcia era o agrupamento dos deuses. 

No entanto, nenhum dos os enéades egípcios possuíam a mesma quantidade de deuses egípcios, sendo a de Abido, formada por sete deuses, Tebas possuía quinze divindades e Heliópolis, composta por nove divindades que estão ligadas por laços familiares.

Ogdóade 


Na mitologia egípcia, a Ogdóade é um agrupamento de oito deuses egípcios, compostos por quatros casais, eram eles: Nun e Naunet, Huh e Hauet, Kuk e Kauket e, finalmente, Amon e Amaunet. 

De acordo com alguns períodos o último casal é substituído por Tenemu e Tenemuit, Niau e Niaut ou Gereh e Gerhet.

Principais Deuses egípcios


Neith - Deusa da guerra e da caça, cujo temperamento poderia alternar entre voraz ou bondosa. Por isso, os povos do antigo Egito a viam como justa, sendo ela conhecida por seus inventos, entre eles o tecido, que passou a ser adorado pelos tecelões.


De acordo com estudiosos, Neith costumava amamentar crocodilos menores. A sua imagem era constantemente associada a Atena, deusa grega da guerra.

Sobek - Destaca-se por ter uma aparência diferente, possuindo o corpo de um homem e a cabeça de uma crocodilo ostentando sobre ela uma exuberante coroa com plumas, com um disco solar no centro e uma ou mais ureus, serpentes sagradas.

Sobek é associado a divinização da água, e a sua imagem está intimamente ligada ao hábito de cultuar o rio Nilo.

Khnum - É representado por um homem com a cabeça de uma carneiro. É considerado o modelador, o criador dos humanos. Ele é responsável por moldar o corpo físico dos homens e também o seu "ka" (uma parte da alma).

Amon - Rei dos deuses egípcios do panteão. Seu nome significa “O oculto”, era a personificação dos ventos. Tinha a forma humana com a cabeça de carneiro. 

Amon faz parte do “Tríade Tebana”, junto com a sua esposa Mut e seu filho Khonsu (lua). Após a fundação da XVIII dinastia, que tornou Tebas a capital do Alto Egito, Amon surge como Rá.  

Com o nome Amon-Rá, Amon passa a ser reverenciado como deus do sol e criador da vida. 

- Deus do sol. Conhecido como o criador da vida e cabia a ele decidir o momento da morte de cada um. Tornou-se um dos principais deuses egípcios no período da quinta dinastia. É representado com um corpo humano e cabeça de ave.

Maat - Deusa da verdade, da justiça e da manutenção cósmica. Filha e mãe do deus Rá. Os povos do antigo Egito acreditavam que os fenômenos naturais aconteciam por ordem de Maat.

Segundo os mitos, quando uma pessoa morre, para que ganhasse o direito de ir para o submundo, a sua alma iria para um lugar onde deveria fazer uma "confissão negativa" a Maat, ou seja, confessar tudo o que não havia feito de ruim durante a sua vida. 

Esta declaração era feita baseada no Papiro de Ani, uma versão do Livro dos Mortos, no qual apresenta 42 cláusulas de erros a não serem cometidos. Diante dessa espécie de "tribunal" as almas deveria revelar que "não roubei" ou até "não fiz ninguém chorar".

Depois das declarações, Maat colocaria em um balança, de uma lado uma pena e do outro o coração do morte. Caso o seu coração fosse mais leve que a pena, ele poderia ir para o submundo, do contrário seria devorado por Ammit, ou seja, deixaria de existir. 

Mut - Cultuada como uma deusa bastante poderosa. No antigo Egito ela surge como uma deusa falcão, mas a partir da XVIII dinastia, torna-se esposa de Amon e mãe adotiva de Khonsu, substituindo a primeira mulher de Amon, Amonet. 

Nut ou Nuit – Mãe dos deuses egípcios, que representa o céu. A esposa de Geb, deu a luz de uma só vez a Osíris, Seth, Ísis e Néftis. Nesta gestação nada convencional, Seth foi quem rasgou o vente da sua mãe para propiciar o seu nascimento e dos seus irmãos. Segundo os mitos Ísis e Osíris já se amavam dentro da barriga da sua mãe. 

Osíris - Uma divindade associada a vegetação e vida após a morte. Osíris destaca-se como o mais popular entre os deuses egípcios, sendo considerado o faraó que governou o Egito nos tempos antigos. Filho primogênito de Geb (terra) e Nut (céu). Tinha como símbolos o pilar ou a coluna djed.

Segundo os mitos, Osíris foi o primeiro Faraó, sendo atribuído a ele o mérito de ter ensinado os homens a desenvolver uma civilização e cultivar o solo. 

De acordo com a mitologia egípcia, Osíris foi morto e esquartejado pelo seu próprio irmão Seth, que tinha o objetivo de assumir o seu posto de governador do Egito. Com ajuda de sua esposa Ísis, Osíris consegue voltar à vida, tornando-se o senhor da vida após a morte e o deus do renascimento. 

Seth - Deus do Caos, do deserto, da guerra. Tem a sua imagem associada a desordem e conflitos. Ele é considerado o mestre dos trovões e relâmpagos, exercendo seu poder nas margens do Egito, nas terras de planícies áridas. 

Seth é retratado como um homem com a cabeça de um porco-formigueiro, animal africano, que no Egito chamavam de Seti.

Foi responsável por esquartejar em catorze pedaços o seus irmão Osíris, em uma conspiração feita para retirá-lo do trono. 

Hórus - Deus dos céus, e depois de derrotar Seth tornou-se o rei dos vivos do Egito. O filho de Osíris e Ísis, tinha o corpo de homem com a cabeça de um falcão. Conhecido como o deus da vingança, por ter vingado a morte do seu pai Osíris e matado o seu tio Seth. 

Durante a batalha travada contra o seu tio Seth, Hórus acabou perdendo as duas mãos e o seu olho esquerdo, dando origem às explicações dos egípcios para as fases da lua, que seria o olho ferido de Hórus.

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