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Osíris

Postado por Elson Barbosa em 25/02/2019 e atualizado pela última vez em 21/07/2020

O deus do além 


Osíris é conhecido com o deus dos mortos, além de ser a divindade da vegetação, do julgamento e do além. Em egípcio, seu nome é variavelmente transcrito em Asar, Ausir, Wesir, Ausare, entre outros.

Conhecido pela bondade, governou o Egito durante longo tempo. Durante essa época ensinou a população acerca das questões da civilização, por meio de técnicas de agricultura, bem como a domesticação dos animais. Foi dessa forma que tornou-se um dos deuses mais populares do Antigo Egito.

Pai do deus Hórus, possuía três irmãos (Seth, Néftis e Ísis). Ele foi marido de sua irmã Ísis,  enquanto o irmão Seth casou-se com Néftis.

Quem são?

Seth: Em mitos, é o deus da confusão, da desordem e da perturbação. Serve como determinante para conceitos negativos (autoritarismo, fúria, crueldade, crise, tumulto, desastre, sofrimento, doença, tempestade). Mestre de trovões e relâmpagos, exerce seu poder nas margens do Egito, que são terras do deserto, áreas áridas e países fora da planície do Nilo.

Néftis: O nome significa "senhora da casa", entendida no sentido físico como a casa para onde o Sol retorna no fim do seu curso, ou seja, os céus noturnos. É muito difícil diferenciar Néftis de sua irmã Ísis, pois ambas usam como símbolo a cabeça de abutre e o disco solar, com os chifres do sol na cabeça, e distribuem vida plena e felicidade.

Ísis: deusa-mãe dos céus, foi uma das principais divindades do Antigo Egito cuja veneração espalhou-se também para o mundo greco-romano. Ela foi mencionada pela primeira vez no Império Antigo como uma das personagens principais do mito de Osíris.

Na língua grega, o nome Osíris significa “muitos olhos”, simbolizando a fertilidade, prosperidade, renascimento, ressurreição e a justiça. Segundo a história, os primeiros egípcios, logo que surgiram, olharam para o céu e ficaram abismados com o universo, e imaginaram dois deuses eternos, o sol e a lua, denominado Osíris e Íris, respectivamente.

História de Osíris


Naturalizado na região de Busírus, no Baixo Egito era o deus que no princípio era acessível apenas aos reis. Porém, com a democratização religiosa do Egito Antigo, passou a ser disponível para aqueles que cumprissem as obrigações em sua homenagem.

O mito 

Após uma longa viagem pelos povos, levando a agricultura, Osíris retornou ao Egito e foi recebido por Seth. Tomado pela inveja e cansado de ser a sombra do irmão, Seth decidiu planejar uma armadilha.

Enquanto conversava com Osíris, Seth foi tirando as medidas do corpo do deus dos mortos. Com as medidas em mãos, mandou construir uma caixa bonita de madeira, chamada de sarcófago. 

Logo em seguida, Osíris foi convidado para participar de um banquete organizado pelo irmão. Durante a celebração, Seth anunciou que daria de presente o sarcófago para quem conseguisse ficar dentro dele. 

Os outros convidados entraram um a um, até que chegou a vez de Osíris, que se adequou perfeitamente na caixa de madeira. Após isso, o deus do caos e seus capangas fecharam o sarcófago e jogam no rio Nilo.

Após descobrir o acontecido, Ísis foi em busca do seu marido, com a intenção de enterrá-lo de forma digna. Depois de tanto procurar, encontrou a caixa de madeira presa aos pés de uma árvore.

Quando Seth ficou ciente do aparecimento do corpo, decidiu garantir a morte do irmão, e optou por esquartejar o corpo em 14 pedaços e escondê-los em diversas regiões do Egito.

De acordo com a lenda, insatisfeita, Ísis foi em busca mais uma vez do corpo do amado, conseguindo reunir todas as partes.  A único órgão não encontrado foi o pênis, pois havia sido comido por um peixe-elefante do rio.

Com o desaparecimento do membro, decidiu criar um pênis de ouro. Após isso, encaixou na parte que faltava e jogou seu feitiço de ressurreição. A magia possibilitou a gravidez de Hórus, que cresceria para tirar o trono do tio e se tornar o deus dos faraós. 

Como era provisória, Osíris tornou-se uma múmia, sendo conhecido também como um morto-vivo. Com isso, o mundo dos mortes passou a ser do seu domínio, principalmente os períodos de julgamento final.

Representação da cerimônia de pesagem do coração do defunto, realizada por Osíris. (Foto: Wikipédia)

Representação


A imagem mais conhecida de Osíris é de um homem mumificado, com barbas, de pele negra ou verde, de braços cruzados, os quais insurgem de seu peito. Uma mão segura o cajado e na outra um açoite. Na sua cabeça, em alguns casos, é coberta por mitra branca e em outros com uma coroa branca com duas plumas de avestruz, simbolizando, de certa forma, a bondade e a felicidade.

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