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Santo Agostinho

Postado por Thamires Santos em 24/01/2019 e atualizado pela última vez em 21/07/2020

Um dos principais filósofos do Cristianismo

 

Filósofo, bispo, escritor e teólogo, Aurélio Augustino – mais conhecido como Santo Agostinho – foi uma das personalidades mais importantes da Igreja Católica no período da História Medieval.


Filho de santa e pai pagão, revolucionou o pensamento cristão da época, tornando-se santo quando ainda nem existia a canonização papal. Seus escritos contribuíram com o nascimento da Patrística – corrente de padres católicos que buscava a comprovação da racionalidade da fé.


Além disso, foi nomeado ‘Doutor da Igreja’ no século XIII pelo Papa Bonifácio VII.


A origem do Santo


Santo Agostinho nasceu em Tagaste, região do continente africano onde, atualmente, localiza-se a Argélia. Descendente de mãe cristã e pai pagão, teve uma infância regrada pelos ensinamentos do Cristianismo.

Por isso, aos onze anos, foi enviado para a Escola de Madaura – local dos primeiros contatos com a literatura latina e crenças do Paganismo. Em seguida, muda-se para Cartago com o intuito de aprender os assuntos de retórica.

Nesse período começou a acompanhar a doutrina maniqueísta (mundo separado pelo bem e o mal) e hedonista (o prazer como principal foco da vida), e envolveu-se em um relacionamento amoroso no qual teve um filho. Seu nome era Adeodato.
 
Depois, muda-se para Roma, abre uma escola e é nomeado professor da corte imperial. Todos esses acontecimentos não cessavam as angústias do santo, que depois de inúmeras crises existências se aproxima do bispo Ambrósio de Milão (futuro santo Ambrósio).

A amizade com o religioso e o interesse pelos livros o levaram à conversão ao catolicismo, deixando para trás as antigas concepções do ceticismo para servir ao Deus cristão.

Ele e o filho são batizados pelo próprio bispo Ambrósio durante a vigília de páscoa em Milão, no ano de 387 d.C. Após a morte da mãe, retorna a Tagaste e divide sua herança com os pobres, ficando apenas com a casa onde nascera.

A mãe de Santo Agostinho também foi canonizada pela Igreja Católica. Santa Mônica recebeu essa gratificação pelo Papa Alexandre III – um reconhecimento dos seus esforços para a conversão do filho.

  

Vida Religiosa de Santo Agostinho

 
Em sua terra natal, na África, ajudou a criar a ordem dos agostinianos cujas as normas e regras de vida eram determinadas por ele.

Santo Agostinho começou a liderança religiosa como padre, depois bispo adjunto, até ser nomeado bispo efetivo. Durante mais de 30 anos foi o responsável pela administração da igreja e das questões sociais e jurídicas da cidade de Hipona.

Morreu em agosto de 430 d.C, deixando mais de 100 obras escritas. Seus restos mortais estão na antiga catedral dos agostinianos, a igreja de San Pietro in Ciel d'Oro (“São Pedro do Céu de Ouro”), na Itália.

Seu dia é festejado pela Igreja Católica em 28 de agosto, mesma data de morte. É considerado o santo protetor dos pobres, teólogos, impressores e cervejeiros. Os fieis costumam homenageá-lo em oração:

“Bem-aventurado Santo Agostinho, lembrai-vos, na vossa glória, dos pobres pecadores. Como Vós outrora, eles hoje trilham os caminhos do mal, arrastados pela ignorância ou pelas paixões. Compadecei-vos deles e fazei que, nas suas mentes e nos seus corações, irradie a luz da verdade e triunfe a força da graça a fim de que, à vossa imitação, quebrem os grilhões do pecado que os escraviza, espantem as trevas do erro que os sufoca e, vencidos pela ternura das consolações divinas, a Deus se convertam e vivam como filhos obedientes e soldados destemidos da Igreja. Assim seja. Amém”.

A mensagem de Santo Agostinho

  
Santo Agostinho buscou entender os conceitos da vida por meio da psicologia, filosofia e religião, porém afirmava que cada acontecimento era uma providência divina.

Era defensor da ideia de pecado original e da predestinação – teoria de que o destino da vida humana é planejado por Deus. A fé seria o único meio de alcançar a verdade, sendo a razão o responsável pela comprovação dessa verdade.


  São Jerônimo acreditava que Santo Agostinho restabeleceu a antiga fé cristã. (Foto: Wikipédia)

Também pregou a manutenção e defesa da paz. Mas, se esgotados os argumentos e atitudes para mantê-la, a guerra seria necessária. O confronto para a busca da paz.
 
No entanto, os cristãos nunca deveriam punir aqueles que pudessem acabar com a paz, pois nenhum ser humano é capaz de antever as más atitudes, sendo injusto condená-los antes mesmo da concretude das ações. 


Santo Agostinho: obras

  
Os escritos do santo são requisitados também na atualidade. Entre os muitos assuntos, escreveu intensamente sobre os problemas da liberdade: o direito de escolha e a figura divina como incentivador do autoconhecimento humano.

  
Sua coletânea também inclui textos da doutrina cristã, comentários sobre trechos da Bíblia – principalmente o livro de Gênesis – salmos, sermões e cartas. As mais conhecidas são:

  
• Confissões (Confessiones, 397);
• A cidade de Deus (De Civitate Dei, 413-426);
• Doutrina cristã (De doctrina Christiana, 397–426);
• Livre arbítrio (De libero arbitrio);
• Trindade (De Trinitate, 400-416);
• A catequese dos não instruídos (De catechizandis rudibus);
• Fé e o credo (De fide et symbolo);
• A mentira (De mendacio).

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