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Teocentrismo

Postado por Márcia Macedo em 07/03/2019 e atualizado pela última vez em 22/07/2020

Doutrina que se baseia em princípios bíblicos


O Teocentrismo tem origem do grego Theos - “Deus” e Kentron - “centro”, ou seja, “Deus como o centro do mundo”. Virtudes como humildade, respeito, abnegação, moderação e atenção são valorizadas pelo Teocentrismo por estarem ligadas ao valor de outras pessoas e até mesmo, o meio ambiente. São valores atribuídos a Deus, pois tudo gira em volta dEle.



No Teocentrismo, Deus é a base central do mundo. (Foto: Wikipédia)

  
O Teocentrismo é uma doutrina que se baseia em princípios bíblicos. Essa modalidade declara Deus como a base central de todo o mundo, Ele é o autor e único responsável pela criação de todas as coisas que existem. A filosofia do Teocentrismo na Idade Média se baseava nos mandamentos da Bíblia e foi muito defendida por esses povos.

  
A ideia de Teocentrismo na Idade Média ganhou notoriedade quando se posicionou contrária à doutrina do Antropocentrismo e ao Humanismo Renascentista. O foco principal era valorizar o entendimento sagrado sobre o prazer humano ser considerado pecado e que o desejo divino estava acima de toda vontade e lógica humana.

Teocentrismo X Antropocentrismo


O Humanismo Renascentista é um movimento intelectual que se desenvolveu entre os séculos XIV e XVI na Europa e quando surgiu aconteceram uma série de transformações históricas, filosóficas e sociais. A Europa percebeu, a partir do século XVI que nascia o conceito do Antropocentrismo (Anthropos que significa “Humano” e Kentron que significa “centro”).

O principal ponto que o Antropocentrismo elaborou foi o Heliocentrismo de Copérnico, que acreditava que a Terra dava a volta em torno do sol e tratava o sol como o centro do sistema solar. A Teoria de Copérnico (1473 a 1543) não concordava com o Modelo Geocêntrico que defendia a Terra como centro do sistema solar, ideia defendida pela igreja católica.

Diante disso, a Reforma Protestante (1517) de Martinho Lutero contradisse e questionou muitas práticas da igreja como, por exemplo, a venda de indulgências e a autoridade eclesiástica. Nisso, a população se conscientizou e deu atenção para outros pontos de vista que se referia ao Ser. Esse acontecimento valorizou o Renascimento Cultural – século XIV a XVI, seguido do Humanismo Italiano – século XV e XVI.

Por conta dessa visão parcial dos humanistas, que se aprofundou na Idade Média e focada pelo teocentrismo, foi comparada à “Idade das Trevas” – grande período de retrocesso intelectual, artístico e filosófico, que tinha esse nome por causa de sua menção ao obscurantismo da História Medieval.

O Heliocentrismo se misturou com a Idade Média em crise, com a igreja e o começo das grandes navegações marítimas. Tudo isso provocou a importância dada para a transformação de pensamento da população europeia. Esse movimento provocou indagações coletivas sobre temas relacionados ao ser humano, o que provocou o crescimento das noções culturais, artísticas e filosóficas.

Renascimento Cultural

Aconteceu na Europa Ocidental entre os séculos XIV e XVI e foi uma grande movimentação de mudanças culturais. Tal evento se caracterizou pelo resgate da cultura clássica, que possuía valores da cultura greco-romana. Esse foi um período transitório muito importante por que envolveu estruturas feudo capitalistas.

Teocentrismo Medieval


Nessa modalidade, Deus e a Bíblia eram tidos como as únicas verdades existentes no mundo. Toda ideia empirista e científica era proibida pela igreja naquela época. Esse poder consolidou a existência do teocentrismo por muitos séculos.

O Teocentrismo Medieval retratava o vínculo entre o povo e o sagrado que era a religião e eles defendiam uma única verdade, além de serem guiados por Jesus Cristo e os ensinamentos bíblicos. Em aspectos sociais, culturais, econômicos e políticos daquela Era, Deus era classificado como o salvador e centro do mundo.

No decorrer da Idade Média que perdurou entre os séculos V e XV, os poderes da igreja e da nobreza eram iguais. Acreditava-se existir uma única verdade e assim sendo, eram capazes de monitorar a vida da população, em se tratando tanto de questões culturais quanto questões políticas. 

Aquele que não seguisse corretamente as determinações dos poderosos e fizessem qualquer tipo de críticas e questionamento sobre os preceitos e os dogmas da igreja, já eram tratados como filho do diabo e merecedores de castigos severos e até a morte.


No Teocentrismo, Deus e a Bíblia eram as únicas verdades. (Foto: Flickr)  

Reforma Protestante


Aconteceu no século XVI e foi liderado por Martinho Lutero. Esse movimento reformista começou por causa de críticas às indulgências e ficou conhecido como protesto por se colocar contra os abusos do clero, até evoluir para uma ideia de reforma no catolicismo romano.

Lutero foi apoiado por diversas personalidades religiosas e governantes europeus, o que acarretou em uma séria revolução religiosa. A reforma protestante resultou em uma divisão da Igreja do Ocidente, entre os católicos romanos e os protestantes ou reformados que originou o Protestantismo.

Protestantismo

É uma das linhas do Cristianismo que afirma que a fonte de fé é a Bíblia. Esse movimento se originou na reforma europeia no século XVI por Martinho Lutero, qualifica toda a população cristã e os religiosos de origem europeia ocidental. Édito de Worms foi vítima de protesto de um grupo de cidades imperiais e príncipes. O protesto aconteceu por que Édito proibiu que os ensinamentos luteranos pudessem acontecer no sacro império romano.

Martinho Lutero afirmava e garantia que a fé era um componente extremamente importante para a salvação, inclusive escreveu diversas teses onde colocava em cheque os ensinamentos, os dogmas e as práticas do clero. Martinho foi excomungado pelo papa Leão X porque negou a infalibilidade do papa.

Lutero sentenciou a comercialização das indulgências pela igreja e o rebaixamento moral do clero naquela época e chegou ao ponto de romper com a igreja católica. Ele ainda tomou outras atitudes extremas como: acabar com imagens dos santos, suspender o celibato, proibir o latim das celebrações, só conservou o batismo e a eucaristia. 


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