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Sua mochila está vazia!

O Diário de Anne Frank

Postado por Samara Rodrigues em 14/08/2025 e atualizado pela última vez em 25/08/2025
Tudo começa quando Anne Frank ganha um diário quando completa 13 anos de idade. Até então ela escrevia sobre a sua vida normal como uma adolescente. Contudo, de repente, ela e seus familiares vêem suas existências ameaçadas pela invasão nazista alemãs que perseguiram os judeus. Justamente com seus familiares e outras famílias judias tiveram que se esconder no porão de um prédio que ficou conhecido como “Anexo Secreto”.

Inicialmente, somente seu pai Otto Frank, sua mãe Edith Frank e sua irmã Margot ficaram no anexo. Depois chegaram também outros refugiados ao anexo, a família Van Dan com seu filho Peter e logo depois um dentista chamado Dussel. Durante dois anos, Anne Frank e os outros viveram no “Anexo Secreto” sem nenhum contato com o mundo exterior. 

Até para conversam era por meio de sussurros, pois durante o dia o prédio tinha funcionários trabalhando. Até a descarga do sanitário não deveria ser usada para não fazer barulho, pois qualquer movimento poderia revelar a presença deles no prédio que pertencia ao chefe de Otto Frank – que ajudava com alimentos. 

O medo era tão aterrorizante que a qualquer barulho fora do anexo era um momento de tensão e preocupações para eles refugiado no porão. Durante os dois anos que passaram escondidos no “Anexo Secreto”, Anne Frank escrevia em seu diário todos os momentos que viveu com os familiares e os outros refugiados


O livro '' O Diário de Anne Frank'' foi publicado em 1947


Anne Frank: Vida, Diário e Coragem no Anexo Secreto


Anne era uma adolescente e estava passando pela fase da puberdade que todos adolescente vivem. Com descobertas, duvidas e anseios quanto a sua mudança de corpo, a descoberta da sua sexualidade e seus desejos e sentimento pelo jovem Peter Van Dan. 

“Acho que o que me está acontecendo é tão maravilhoso, não apenas as transformações que se podem ver em meu corpo, mas principalmente o que está acontecendo dentro de mim! Nunca falo com ninguém sobre essas coisas, por isso tenho de falar delas comigo mesma. ” O tempo se passa e a convivência entre as pessoas no “Anexo Secreto” vai ficando cada vez mais difícil. Especialmente em relação a sua mãe, com quem Anne Frank tinha terríveis discussões. 

Mesmo escondidos, todos tentavam viver uma vida “normal”, no possível. Anne leu clássicos, fez curso por correspondência, estudou a arvore genealogicad de reis e rainha. Até comemoravam dias importantes para judeus como o dia de São Nicolau. Aniversário, como o registrado por ela...
“Hoje é aniversário da sra. Van Daan. Demos a ela um pote de geléia, alguns cupons para queijo, carne e pão. Do marido, de Dussel e de nossos protetores, recebeu coisas de comer e flores. Esses são os tempos em que vivemos! ”

O último registro de Anne Frank no diário foi no dia 1º de agosto de 1944, e três dias depois, 4 de agosto, após uma denúncia a Polícia de Segurança alemã descobre o esconderijo onde todos são presos e deportados. Anne e a irmã Margot são separadas dos familiares e mandadas para um campo de concentração, mas as duas morrem de tifo, em março de 1945.De todos os moradores do “Anexo Secreto”, somente Otto Frank, o pai de Anne, sobreviveu. E após ser libertado, recebe os escritos que Anne deixou no esconderijo.

Trechos do livro “O Diário de Anne Frank”


Domingo, 27 de setembro de 1942


''Acabo de ter uma tremenda discussão com mamãe; simplesmente não nos estamos entendendo mais. Minhas relações com Margot também não são das mais cordiais. Em geral, não costumamos ter desses estouros em nossa família, e confesso que acho isso muito desagradável mesmo. Os temperamentos de Margot e de mamãe são totalmente diferentes do meu. Compreendo meus amigos muito melhor do que minha própria mãe — e isso não é nada bom.''

Sexta-feira, 26 de maio de 1944


''Quantas vezes já me perguntei se não teria sido melhor para todos nós não nos havermos escondido, se não teria sido melhor estarmos mortos em vez de termos que passar por toda essa miséria, principalmente porque, assim, não estaríamos arrastando ao perigo nossos protetores. Mas a verdade é que fugimos desses pensamentos, pois ainda amamos a vida, a natureza, e, apesar de tudo, esperamos. Que aconteça alguma coisa: tiroteio, se preciso for. Nada nos abate mais do que esta incerteza. Que venha o fim, por pior que seja; pelo menos havemos de saber se vencemos ou perdemos.''

Sexta-feira, 21 de julho de 1944


Agora estou ficando realmente esperançosa. Finalmente as coisas vão bem, muito bem mesmo! Houve um atentado contra a vida de Hitler, e desta vez não foi ato de judeus comunistas ou capitalistas ingleses; foi um orgulhoso general alemão, e — o principal — ele é conde e bastante jovem. A Divina Providência salvou a vida do Führer, e infelizmente ele conseguiu escapar com apenas alguns arranhões e queimaduras. Alguns generais e oficiais que estavam com ele ficaram feridos ou morreram. O principal culpado foi fuzilado.

O Diário de Anne Frank: adaptações e versões


Após o sucesso entre os críticos, “O Diário de Anne Frank” inspirou produções de peças teatrais e adaptações cinematográficas. O livro foi adaptado para o cinema e para o teatro pelas mãos dos roteiristas Frances Goodrich e Albert Hackett. Ambos com o título “The Diary of Anne Franck”, sendo a peça estreada e 1955 e o filme, em 1959.

“O Diário de Anne Frank” possui algumas versões: 

Primeira versão: chamada de versão A, é o diário escrito pela adolescente de forma espontânea, sem nenhum interesse de publicação ou exposição. 
Segunda versão: chamada de versão B, é a versão editada pela própria Anne Frank após ouvir no rádio uma chamada para documentarem os acontecimentos daquele período. Então, ela mesma começou a editar o diário com o intuito de no futuro ser publicado.
Terceira versão: editada pelo pai Otto Frank após a morte de Anne Frank. Otto Frank editou passagens que segundo ele eram crises típicas de adolescente que não deveria fazer parte da obra. 
Última versão: no mês de maio deste ano, foi lançada uma versão com as versões A e B. A edição contém todo o diário da adolescente sem retoque ou correções do pai ou da autora.

Análise do livro O Diário de Anne Frank


O Diário de Anne Frank” é considerado um dos livros de não ficção mais importante da história.É um livro que conta de sem romantismo os acontecimentos do Holocasuto. Então, se espera por romances e finais felizes, com certeza este livro não é o mais indicado. 

Típico de um diário adolescente, “O Diário de Anne Frank” é literalmente o diário de uma adolescente que registra as mais diversas emoções e frustações da vida. Contudo, apesar do momento em que viveu, ela ainda tinha esperanças do fim da guerra. Além disso, é uma linguagem simples e de fácil entendimento. 

No início do diário, ela apresentava ser uma menina arrogante, mimada e prepotente, mas vai se desenvolvimento ao longo dos dois anos. É perceptível a mudança do seu comportamento para então, demonstrar a garota inteligente e forte. O diário mostra a evolução dela durante os dois anos, ganhou maturidade e força para lutar diariamente com a fome, a tristeza e o constante perigo de viver escondida por ser judia.

Anne Frank, em algumas passagens do diário, demonstrava seus sonhos de ser jornalista e escritora. Sonhava no fim da guerra, e assim poder escrever vários livros, viajar pelo mundo e aprender outros idiomas. 


Anne Frank (1929-1945) 

Curiosidades sobre o livro O Diário de Anne Frank


O Diário de Anne Frank é um livro escrito no período 12 de junho de 1942 e 1.º de agosto de 1944, por uma menina de 13 anos chamada Anne Frank. 
Como o próprio nome já revela, “O Diário de Anne Frank” é exatamente as anotações de um diário feito por uma adolescente. Contudo, o que diferencia dos outros é que se trata de relatos de uma menina durante um dos momentos mais tenebrosos da humanidade, a Segunda Guerra Mundial.

“O Diário de Anne Frank” se trata das anotações da adolescente de tudo que ela viveu e das impressionantes atrocidades e horrores praticado pelos nazistas contra os judeus durante a Segunda Guerra Mundial.  

“O Diário de Anne Frank” foi escrito em Holandes, publicado pela primeira vez em 1947 com o título “Het Achterhuis. Dagboekbrieven 14 Juni 1942 – 1 Augustus 1944” (O Anexo: Notas do Diário 14 de junho de 1942 - 1º de agosto de 1944). Contudo, ganhou popularidade após a publicação da versão inglês intitulada “Anne Frank: The Diary of a Young Girl”, em 1952. 

Desde então, “O Diário de Anne Frank” foi traduzido em mais de 70 idiomas em 40 países. Além disso, já vendeu mais de 35 milhões de copias no mundo, sendo no Brasil cerca de16 milhões. O Diário de Anne Frank” foi declarado patrimônio da humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Além disso, segundo a lista de livros considerado como os cem melhores do século XX (Le Monde), o livro está na 19ª posição.

  • Nome do livro: O Diário de Anne Frank
  • Autor: Anne Frank
  • Primeira publicação: 1947
  • Gênero: Literatura Estrangeira / Biografia, Autobiografia, Memórias / Não-ficção
  • Obras relacionadas: Para além do diário de Anne Frank, Um amor perdido, por Alyson richaman, Somos os que tiveram sorte, por Georgia Hunter, Sonata em Auschwitz, por Luize Valente e O menino do pijama listrado, por John Boyne.

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Autor: Anne Frank
Primeira Publicação: 1947
Gênero: Literatura Estrangeira / Biografia, Autobiografia, Memórias / Não-ficção
Obras Relacionadas: Para além do diário de Anne Frank e Um amor perdido
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