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Orgulho e Preconceito

Postado por Adriele Oliveira em 27/08/2025 e atualizado pela última vez em 27/08/2025
Orgulho e Preconceito” (Pride and Prejudice) é um romance da escritora britânica Jane Austen. O romance foi escrito entre os anos 1796 e 1797, e publicado pela primeira vez em 1813.

“Orgulho e Preconceito” tem como cenário a burguesia inglesa do início do século XIXOriginalmente, a obra foi intitulada de “First Impressions” (Primeira Impressões), mas após a revisão dos escritos, Jane Austen denominou o romance como “Pride and Prejudice”

“Orgulho e Preconceito” conta a história de uma família britânica em volta do protagonismo de Elizabeth Bennet, uma das cinco irmãs da família. Esse romance critica a sociedade burguesa inglesa da época pelas relações ocasionado pelo amor e dinheiro podem ser movidas por promiscuidades e mesquinhares escondida pela mesma sociedade.

“Orgulho e Preconceito” é um clássico da literatura inglesa estudado em escolas e universidades estrangeiras. Tanto que a autora, Jane Austen é considerada a escritora inglesa mais importante na Inglaterra depois de Shakespeare.

Obra que critica a sociedade inglesa do século XIX

Resumo de “Orgulho e Preconceito”


A história se passa na zona de Longbourn, na Inglaterra onde Elizabeth Bennet e sua família residem. Após a notícia de que um jovem rico, Mr. Bingley, está vindo a cidade para encontrar uma esposa, Sr. E Sra. Bennet criam esperança de casar a filha mais velha, Jane. 

Contudo, encontravam um empecilho as conversões sociais da época, de querer casar logo as filhas antes que seja tarde demais e das questões financeiras da família. Em um baile, quando as meninas são apresentadas ao jovem, ele se encanta por Jane. Acompanhado de Mr. Darcy que também é apresentado as jovens, mas é introduzido como um homem calado, introvertido e indiferente com as pessoas da cidade. 

Mesmo após o encantamento de Mr. Bingley por Jane, ele vai embora da cidade sem dar nenhuma explicação a jovem. Provavelmente influenciado pela sua irmã, Caroline Bingley, que é contra o seu romance. Enquanto isso, Mr. Darcy se apaixona por Elizabeth Bennet, mas nega o sentimento. Ao mesmo que Elizabeth Bennet o acha arrogante e o repudia. 

Em um dia, Elisabeth descobre a atitude do jovem Mr. Bingley que causou a infelicidade da irmã, foi provocada pelo conselho de Mr. Darcy por considerar um casamento desvantajoso. Então, Mr. Darcy finalmente se declara para Lizzie e a pede em casamento. Contudo, Elizabeth fiel aos seus ideais recusa o pedido explicando que o motivo é a infelicidade da irmã por ele ter separado Mr. Bingley dela.  Além disso, o considera prepotente e inescrupuloso.

Após a fuga da irmã mais nova, Lydia com um rapaz, Mr. Darcy ajuda a encontrá-los e contribui financeiramente para que Lydia e o rapaz se casassem. Também ajuda reparando seu comportamento e contribuindo com que Mr. Bingley se casar com Jane. 

Aos poucos, os sentimentos de Elisabeth vão mudando em relação a ele, que na trama começa a ser descrito como um homem de boa índole e que não tem medo dos seus sentimentos. Mas Darcy não tinha mais esperança de casar com Elisabeth devido a recusa do seu pedido. Após rumores de que Mr. Darcy estaria interessado em Elizabeth, a tia de Darcy, Lady Catherine, visita a família Bennet para confronta-la.  

Ameaçada por Lady Catherine a não aceitar a proposta de Darcy, Elizabeth se recusa a obedecer. Isto reacende a esperança de Darcy e o atenta de que Elizabeth tem sentimentos por ele.

Em uma visita, Mr. Darcy se declara novamente para Elizabeth e a pede em casamento. Elizabeth aceita o pedido. No último capítulo do romance, Elizabeth e Darcy passa a viver em Pemberley e Jane e Bingley em Netherfield. 

Orgulho e Preconceito: principais personagens


Elisabeth Bennet: apelidada de “Lizzie” é a protagonista da história. Ela é uma jovem bela, culta e inteligente deslocada de seu tempo. Pois, as mulheres da época eram criada para serem esposas e mães, mas Elizabeth se recusa a casar se não fosse por amor. Além disso, Lizzie possui um senso forte de independência. 

Jane Bennet: é a irmã mais velha de Elizabeth. É descrita como uma jovem muito bela, tímida, recatada, sonhadora e doce. Ela e Elisabeth são bem próximas e confidentes. 

Mary: uma das irmãs Bennet que tem obsessão pela leitura e cultiva o intelecto. Devido a qualidade que herdou do pai, ela é descrita como uma moça ajuizada e de grande sabedoria.

Kitty e Lydia: as caçulas das irmãs Bennet, elas não têm muito protagonismo no romance. As duas são bem próximas e viviam a cochichar segredos. São consideradas as duas que costumam arranjar problemas.

Sr. e Sra. Bennet: pai das cinco mulheres, são um casal feliz, mas que se preocupava muito em casar bem as filhas. Enquanto o pai é mais descontraído, sarcástico e também preocupado com o futuro financeiro das meninas, Sra. Bennet é a que mais gasta energia para casar as filhas. 

Mr. Bingley: descrito como um jovem muito rico e de boa família, é um bom rapaz, mas que é facilmente influenciado pela opinião alheia. Jovem com quem Sra. Bennet tenta fazer com se case com sua filha Jane.

Mr. Darcy: é um grande amigo de Mr. Bingley que o acompanha na viagem a Netherfield, onde conhece Elizabeth. A princípio ele é descrito como um homem arrogante e superior, mas ao decorrer da trama com a convivência com Elizabeth e as rimas sua personagem real via sendo desvendada. 

Caroline Bingley: irmã de Mr. Bingley que é contra o romance entre ele e Jane Bennet por preconceito a classe social da família Bennet. É uma jovem bonita descrita como sendo arrogante e que o sobrenome da sua família não deve ser misturado com de famílias de classes sociais inferiores. 

Lady Catherine de Bourgh: tia do Mr. Darcy, é uma aristocrata poderosa e orgulhosa que humilha aqueles que a rodeiam. Ela tenta persuadir contra o relacionamento de Mr. Darcy com Elizabeth Bennet.

Orgulho e Preconceito: análise da obra


No enredo de “Orgulho e Preconceito” feito por Jane Austen há uma preocupação explícita de retratar detalhe por detalhe os hábitos e valores morais da sociedade inglesa da época.  Aspecto nitidamente percebido pela dualidade entre o amor e o dinheiro que sustentar a narrativa da obra.

Em “Orgulho e Preconceito”, é percebido a importância do preconceito em relação as famílias e as moças que tinha origem financeiramente inferior as famílias ricas. Mesmo sendo usado uma espécie de caricatura dos personagens, a autora tenta retratar a superficialidade da sociedade inglesa. 

A história de “Orgulho e Preconceito” faz uma crítica forte as ambições e relações construídas por meio do interesse e do dinheiro em que os casamentos eram vistos como um negócio comercial.

Além disso, Austen critica a lei do morgadio, que é a organização familiar a partir da ideia de linhagem. Ou seja, a herança da família só deveria ser transmitida ao primogênito masculino.

Em Orgulho e Preconceito, na Família Bennet não tem outro homem além do Sr. Bennet. Ou seja, com o seu falecimento, as filhas não podiam herdar a sua propriedade. Pois a herança deveria ir para o parente masculino mais próximo. 

Nessa organização familiar, a única forma de sobrevivência que as mulheres tinham, era através do casamento

Quanto ao protofeminismo em “Orgulho e Preconceito”


Elizabeth Bennet é uma jovem que se difere das jovens da sua época. Ela não procura um casamento por meio do interesse ou do dinheiro, pois ela não acredita que a solução dos seus problemas sociais e financeiros sejam por meio do casamento. 

Ela é considerada pelos críticos, como uma mulher que luta contra a sociedade machista e conservadora, ao se rebelar contra o matrimônio por conveniência e por querer sua independência. Muito críticos afirmam que Elizabeth é a mulher que marcada pelo que chamamos hoje de feminismo e que se casou por amor e não por dinheiro.

Adaptações do romance


‘Orgulho e Preconceito” foi adaptado quatro vezes para o cinema, uma em 1940, outra em 2003 e mais duas em 2004 e 2005.

O romance também ganhou um a paródia no cinema. Orgulho e Preconceito e zumbis (Pride and Prejudice and Zombies), em 2016.

O longa de 2005 foi a única que teve grande sucesso. Foi estreada pela atriz Keira Knightley, dirigida por Joe Wright e roteiro por Deborah Moggach.

Essa adaptação foi indicada ao óscar de melhor atriz para Keira Knightley, melhor figurino, melhor trilha sonora e melhor direção. Além disso, o longo foi indicado ao Globo de Ouro por melhor filme e melhor atriz. O sucesso foi tanto, que a capa do livro passou a ser integrada pela imagem dos personagens interpretados no cinema de Elizabeth Bennet e Mr. Darcy.

Sobre Jane Austen


Jane Austen foi uma escritora e romancista, mas que na sua época não era vista como tal. Seus romances só foram ganhar visibilidade após a sua morte. 

Jane ausente nasceu em 16 de dezembro de 1775, em Steventon, Hampshire-Inglaterra, faleceu aos 41 anos em 18 de julho de 1817, em Winchester.

Vinda de família de nobreza agraria, sua escrita e obra forma influenciadas pelo seu contexto e ambiente social. Em 2007, foi lançado um filme sobre a juventude de Jane Austen em que sugere que ela teve um romance por um advogado chamado Thomas Lefroy. 

O filme, “Amor e Inocência” (título original Becoming Jane) foi baseado no livro “becoming Jane Austen, de John Hunter Spence, e em carta escritas pela própria Jane.



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Autor: Jane Austen
Primeira Publicação: 1813
Gênero: Romance, Ficção, Aventura, Suspense e Mistério
Obras Relacionadas: Sense and Sensibility, Pride and Prejudice, Mansfield Park, Emma, Northanger Abbey
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